sexta-feira, 29 de maio de 2009

Summer Time


E finalmente, aí vem o nosso amigo Verão.

Não é que seja a minha estação preferida do ano mas não posso negar que tenha o seu encanto.

O Verão é sobretudo muito antagónico: é a fruta: melancias, pêssegos, cerejas e morangos; é o calor aterrador que faz com que eu saia da minha cama de noite como quem foge de uma cama de agulhas e vá para a varanda a fazer ioga feita parva, principalmente quando os meus vizinhos vêm uma sombra na varanda (e já por duas vezes pensaram que alguém me estava a assaltar a casa); os bichos que adoram sugar o meu precioso sangue, morcegos, cobras, ouriços, gatos, grilos (que não se calam), os sapos lá do rio numa sinfonia e muitas formigas; é as tardes de rio, de ribeira e de pisicina; é as coca-colas no chez serge e os favaios à pala; é os churrascos; as férias mal planeadas; o cantinho na praia; as tentativas desesperadas de conseguir bronzear ...

Mas eu adoro o Verão, quer dizer, adoro durante certos momentos, principalmente de dia. A noite é horrível, a humidade é insuportável, os mosquitos horrorosos e sinceramente não consigo dormir. Acho incrivel como tanta gente só vê coisas boas no Verão. Ou será que não sabem que quando se dorme melhor é quando está frio? E depois, é claro anda tudo cheio de olheiras, rabugentos e só lá para as 5 da tarde é que uma pessoa se encontra em condições para fazer o que quer que seja.

Nessas malfadadas noites acabo sempre por sair de casa (após a terceira sessão de ioga amador), aí pelas quatro da manhã e vou andar por aí. Caminhar faz bem. Muitas vezes acabo sempre por encontrar um amigo ou outro aí a andar sem destino também e pronto sentamo-nos num canto qualquer (que o sítio não importa) a conversar e a maldizer desta estação do ano. O que vale é que de manhã nos esquece-mos sempre quando já andamos lá que nem indíos, dentro de água.

Mas pronto, sem Verão uma pessoa também não se governava. É a estação de quem não se preocupa. É um símbolo de descanso é do melhor para repor energias. E eu, já estou a contar os dias para que este chegue de vez.


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quinta-feira, 28 de maio de 2009

You're my everything @


Para a Sugar, Stepper, Jimmy, Bug & Conterrâneos @
Nós somos algo diferente.
Nós somos egoístas, somos fortes, somos frágeis; Nós rimos, nós choramos. Nós temos medos, mas todos juntos enfrentamo-los.
Temos vidas marcadas, histórias de um enredo forte, escrito pela vida de cada um e pelos rumos da sorte. Todos temos defeitos e todos temos virtudes. Como humanos, não somos melhores ou piores que ninguém, nem tão pouco nos julgamos isso. Nem sempre estamos juntos mas quando estamos somos quase um todo.
E agora perguntam: Mas afinal o que vos une? Nada de concreto, apenas o facto de nos podermos chamar de “amigos” uns aos outros basta para nos unir. Neste mundo chegamos sós e partimos sós mas passamos a vida em grupo. Talvez este facto nem sempre se aplique, mas a verdade é que em nós assenta que nem uma luva.
Provimos de classes diferentes, locais diferentes e temos ambições diferentes. Todos temos consciência que num certo dia este laço que nos une se irá quebrar, mas aproveita-mos enquanto dura.

Tudo aquilo que mais aprecio em vocês é o facto de apenas um pequeno sorriso ser reconfortante o suficiente para que eu me sinta em casa, relaxada e em paz. Basta uma pequena gargalhada para que seja inundada por um sentimento de alegria genuino. E sobretudo, porque basta uma palavra para saber desde logo que é aqui que pertenço.

" Vocês riem-se de mim porque eu sou diferente. Eu rio-me de vocês porque são todos iguais. " Bob Marley


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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Observador.


Hoje foi um daqueles dias.

Aqueles dias onde me apetece por o mundo do avesso virar tudo de pernas para o ar, colocar as coisas fora de ordem, fora do sentido comum. Foi um daqueles dias onde apetecia subir uma montanha e ficar lá no alto, bem lá no pico a olhar cá pra baixo e apenas a observar. A observar o que os reles mortais fazem na sua quotidiana vida. Hoje, sem sombra de dúvida, apetecia-me ser Deus.

Não um Deus omnipresente, um Deus que ajuda. Não, nada disso. Queria apenas ser um Deus observador cuja sua única tarefa é observar e analisar o mais infímo pormenor da vida humana.

O facto é que não sou. Não sou e mesmo que quisesse ser pelo menos, uma observadora um tanto ou quanto atenta, o meu ritmo de vida não me o permite. Porquê? Porque a minha vida é cheio de rebuliço, prazos apertados, livros, estudos, horários de autocarros, filas para o almoço, filas para tirar bilhete, filas para tirar uma reles sandes no bar. Por vezes, até, filas para ir à casa de banho!!

Mas afinal que vida é a nossa? Estamos aqui neste mundo que nem formigas, correndo para a morte, sem que nos importemos com isso. Que importa ter um curso, ter a melhor sandes, ter os melhores sapatos, as melhores roupas, enfim, ser o melhor? Se no fim, tudo aquilo que nos resta é sermos cinza e pó? Pois bem, não nos serve de nada. Melhor, nunca serviu e muito provávelmente nunca irá servir. Somos uns seres complexados, com altas necessidades de adrenalina e de stress. Mas digam-me lá a verdade, se a melhor parte do dia não é depois de almoço, quando estamos na esplanada, com um lindo dia de sol, a conversar e principalmente a dizer baboseiras, que nos sentimos melhor? Não será aí que nos sentimos finalmente puros, ladeados das pessoas que nos conhecem tão bem que até seria uma falta de respeito estar com formalidades? Irão negar também que não há nada melhor do que estar sentados na varanda bem à noitinha e ver as estrelas que se encontram no céu? Ou pensam que a vida não é feita disso mesmo? Desses pequenos momentos dos quais tantas vezes abdicamos para apenas adiantar algo que para nós será um grande acontecimento? Pois, demasiadas vezes. Nós somos aquilo que escolhemos ser. Isto é a verdade. Se escolheres ser hipócrita, hipócrita serás. Se escolheres ser humilde, humilde serás. É tal e qual como isto. E a verdade é que os nossos amigos da 'esplanada ao fim do almoço' não nos escolheram por estas qualidades. Não nos escolheram por sermos simpáticos ou humildes pois se fosse por isso pessoas cínicas e hipócritas estariam sozinhas neste mundo. Escolheram-nos pela maneira como enfrentamos a vida, pelo nosso pestanejar, pela forma como andamos, pela forma como rimos e sobretudo pela forma como nos damos a conhecer. Para arranjar um amigo, se virmos bem, não é necessário grande esforço. Basta querermos. Pois toda a gente tem o seu lado engraçado, o seu lado hipócrita, o seu lado ingénuo... Claro que umas características se podem evidenciar mais que outras. Mas a verdade é que, todos, mas todos nós somos seres sociais. Por isso não desprezemos pequenos momentos como o tempo de esplanada apenas para preparar eventos maiores. Sejamos nós próprios, sejamos aquilo pelo qual nos chamam de amigo.


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terça-feira, 26 de maio de 2009

Amy Rose


Quem nunca viu a série sonic X provávelmente não teve uma infância muito activa (sem querer ofender ninguém, como é claro). Bom esta pequena introdução serve apenas e só para vos contar a personagem do sonic que mais marcou a minha infância: a pequena e doce Amy Rose. A verdade é que ainda hoje não entendo como é que ela e o sonic ainda não namoram. Há uns dias para cá quis voltar a ver a série e fiquei chocada ao ver que o sonic continua indiferente para com ela e a ignorá-la. Mas está claro que a pequena mas valente Amy Rose não é rapariga de desistir e por isso continua a tentar sem nunca perder a esperança.

Essa é sem dúvida uma das características que me fez gostar dela: a coragem. Não é algo que eu possua mas sim algo que eu gostava de possuir e na verdade não consigo.

Mas voltando ao assuntos da Amy e do Sonic. O Sonic, na minha opinião gosta dela mas não o quer admitir para não dar parte de fraco visto que ela é algo histérica. No entanto, sempre que esta se encontra em perigo vemo-lo sempre muito mais preocupado do que quando acontece com os outros personagens. Pelo menos penso que isso já é um começo se bem que seria ainda melhor se eles tivessem um episódio mais romântico, atrairia com toda a certeza mais audiências. Isto é, se os produtores soubessem realmente o que o público quer. Enfim, Amy Rose e o Sonic merecem com toda a certeza um pouco mais de atenção e queria desde já demonstrar a minha preocupação acerca desse assunto.


Muito obrigada pela vossa atenção ;D


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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Até que dá gozo.


Quando uma pessoa pensa muito por vezes acaba por chegar a conclusões um tanto ou quanto interessantes. Como por exemplo, a razão pela qual andamos aqui que nem mouros a esfolarmo-nos na escola, quando o mais provável é irmos para o desemprego? É um facto, um facto que toda a minha geração está a enfrentar. Eu muito provávelmente quando sair da universidade não terei emprego e ficarei em casa dos meus pais até aos 30 anos, altura na qual os meus pais já estarão fartos de me aturar e eu claro, mais que FARTA de os aturar a eles. A questão é: o que fazer então para que isto não aconteça?

A resposta é muito simples: ter amigos. Por exemplo, na Anatomia de Grey a série que está mesmo no meu coração (LL), os médicos partilham todos casas entre si. Pois bem, eu e os meus amigos decidimos que não seremos penetras no seio familiar e mais! Voltaremos costas aos nossos pais assim que completarmos a universidade!

- Pois sim! - é o que vocês devem estar provávelmente a dizer. - Sonhos de criança, tudo parece tão fácil quando falado, mas depois na prática... NADA!!


Okay, é verdade têm razão. Eu e os meus amigos provávelmente não seremos amigos até depois da universidade, e, iremos espalharmo-nos por todo o país. Eu sei é a verdade cruel e tenho de aceitar e blá blá blá ...

Mas sabem que mais? Deixei-me sonhar! Que mal tem afinal? Não é disso que todos somos feitos? De sonhos e ambições? Ou não se lembram da época em que tudo era possível, onde não havia limites e o mundo parecia não ter fim?

De certeza que não se esqueceram, e, espero que para o vosso bem se relembrem dessa época dourada pelo menos uma vez por semana, para não se perder o gosto de viver.

O mundo dos adultos é uma chatice, é responsabilidade a mais. A verdade é que suponho que com o ritmo de vida acelerado que levamos a esperança média de vida para um adulto será cada vez maior e eu, NÃO QUERO MORRER CEDO!


Por isso aqui vai a frase do dia: 'Enjoy your life cause we're all in the highway to hell!' ;D


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Quem sou eu (?)


Se você for uma pessoa com um q.i mais ou menos normal não estaria sequer preocupada em ler os desvaneios de uma adolescente que muito provavelmente não tem nada para lhe ensinar. Mas a verdade é que muita gente, ao contrário do que se diz não tem assim um q.i tão normal. E também ninguém gosta de ser estériotipizado ou lá como se diz.

Como já referi anteriormente este blog tem como seu único e maior objectivo contar a minha vida, que é uma coisa perfeitamente normal, e se mo permitem nem tem assim nada de especial. No entanto, analisando bem, cada vida é única, e, na minha humilde opinião de observador, toda a gente devia ter a sua vida contada. Perguntam-me pois a razão pela qual eu tenho um blog e ponho a minha vida à vista dos olhares dos mais curiosos? Pois bem, a resposta é muito simples: tenho uns pais muitoo cuscos. E assim vai começar a nossa jornada. Espero que se divirtam a ouvir-me tal como eu espero que me venha a divertir ao escrever estes meus desvaneios. ;D


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